Sexta, 09 de Janeiro de 19104  

 

CONSPIRAÇÃO COCA-COLA

COCA-COLA ACUSADA DE ASSASSINAR CONCORRENTES, SE NECESSÁRIO, E ARMAR PLANOS PARA DESTRUIR DOLLY NO BRASIL


VÍDEO GRAVADO COM EX-DIRETOR DA COCA-COLA, E APRESENTADO COM EXCLUSIVIDADE PELO PROGRAMA REPÓRTER CIDADÃO, DA REDE TV, MOSTRA QUE EMPRESA FORJOU E-MAILS E MONTOU UMA ESTRATÉGIA, EM ATLANTA, PARA DESTRUIR INDÚSTRIA DOLLY DE REFRIGERANTES, ALÉM DE QUALQUER OUTRA QUE PUDESSE AMEAÇAR O MERCADO NO BRASIL.
 

      O autor é jornalista e conferencista, editor do Relatório Alfa  (http://www.relatorioalfa.com.br) e diretor da Academia Novak do Brasil.

 

O programa Repórter Cidadão, apresentado por Marcelo Rezende, na Rede TV, mostrou hoje com exclusividade um vídeo trazendo uma reportagem bombástica. No vídeo, somos informados que a Coca Cola do Brasil (seguindo instruções detalhadas e elaboradas pela central mundial, em Atlanta, nos Estados Unidos) teria arquitetado a destruição da indústria de refrigerantes brasileira Dolly.

No vídeo, o ex-diretor da da Coca Cola, Eduardo Capistrano do Amaral, confessa ter sido contratado pela multinacional tendo como sua principal missão tirar o guaraná Dolly do mercado e destruir a empresa.

"Minha missão foi ser contratado para tirar vocês do mercado", dizia Capistrano para Laerte Codonho, da Dolly, em uma gravação que ele não sabia que estava sendo feita. Entre os sistemas para destruir a Dolly estariam a compra e o suborno de agentes públicos, a distribuição de um e-mail falso para destruir a imagem do refrigerante concorrente e -- até -- ameaças de assassinato.

"No México não há concorrência: Você tem que agradecer que você ainda está vivo, porque no México você já estaria morto" afirma o ex-diretor da Coca-cola.

Questionado sobre se isso seria aceitável, Eduardo Capistrano do Amaral responde: "Vale tudo". Ele também disse que "muitos agentes e muitas instituições estariam envolvidas" com esta ação e que ninguém teria coragem de "colocar isso no ar".

Segundo Eduardo Capistrado, as ordens teriam partido diretamente do ex-presidente da empresa, Jorge Gigante. No plano de destruição constava, entre outras coisas, a distribuição em massa de um e-mail falso (que circulou por toda a Internet) informando que o Guaraná Dolly teria causado problemas de saúde para quem o usara. Na verdade, segundo o ex-diretor da Coca-cola, o e-mail original era sobre a própria Coca-Cola. Eles simplesmente tiraram os dados do refrigerante Coca-cola e substituíram pelos da Dolly.

Curiosamente, o ex-diretor ainda disse que muitas coisas não foram feitas porque parte das pessoas responsáveis não tiveram coragem de implementar. E dizendo que a Coca-cola não tinha medo, afirmou: "Tem que ter força para executar esse plano".

Nesta terça-feira o programa voltará ao assunto com, supostamente, novas provas.

DOLLY ACUSA COCA-COLA DE CONCORRÊNCIA DESLEAL


A Dolly, marca popular de refrigerantes, entrou com protocolo administrativo contra a gigante Coca-Cola no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), acusando-a de concorrência desleal e abuso do poder econômico.

Consultor Jurídico

A empresa nacional quer a aplicação de Lei Antitruste e afirma, ainda, que processará a multinacional nos tribunais americanos. Sustenta também que pedirá indenização milionária por danos morais e patrimoniais.

O empresário Laerte Codonho, proprietário da Dolly, afirma ter provas de que a Coca-Cola "armou" uma série de armadilhas para "detoná-lo" e acabar com sua empresa. Ele deu o nome de "arquivo lodo" à base de dados com as supostas provas contra a multinacional.

A estratégia da Coca-Cola para destruir a Dolly, segundo Codonho, usou e abusou de armas como espionagem, ameaças, pressões junto a fornecedores, sabotagem, corrupção e disseminação de boatos junto aos consumidores.

A reportagem da revista Consultor Jurídico deixou dois recados para a assessoria de imprensa da Coca-Cola, mas não obteve retorno até o fechamento da notícia.

"Arquivo lodo"

As provas mais preciosas do arquivo de Codonho seriam gravações com o executivo Luis Eduardo Capistrano do Amaral, que teria cometido as ilegalidades a mando de seus superiores na empresa Panamco e da matriz da multinacional.

Capistrano é ex-diretor de compras e estratégias da Panamco — hoje de propriedade de Coca-Cola Femsa —, empresa responsável pelo engarrafamento, distribuição e venda de produtos da marca Coca-Cola, principalmente, na América Latina.

Um dos motivos que teriam despertado a ira da Coca-Cola contra a Dolly seria o fato de "o sabor guaraná estar ganhando mercado das colas".

Acusação na Internet

Entre as supostas provas de Codonho, estaria a revelação de Capistrano de que a foi a Coca-Cola que criou e divulgou na Internet uma mensagem falsa afirmando que os refrigerantes Dolly faziam mal à saúde.

Segundo Codonho, com a circulação do boato, as vendas da Dolly despencaram. "Além da mensagem fraudulenta, distribuíram panfletos com as afirmações falsas em pontos de venda, nos ônibus, no metrô, postos de saúde, hospitais e academias de ginástica", afirmou.

Consultor Jurídico  http://www.consultorjuridico.com.br
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