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CONSPIRAÇÃO
COCA-COLA
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COCA-COLA ACUSADA DE
ASSASSINAR CONCORRENTES, SE NECESSÁRIO, E ARMAR PLANOS
PARA DESTRUIR DOLLY NO BRASIL |
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VÍDEO GRAVADO COM
EX-DIRETOR DA COCA-COLA, E APRESENTADO
COM EXCLUSIVIDADE PELO PROGRAMA REPÓRTER CIDADÃO, DA
REDE TV, MOSTRA
QUE EMPRESA FORJOU E-MAILS E MONTOU UMA ESTRATÉGIA, EM
ATLANTA, PARA DESTRUIR INDÚSTRIA DOLLY DE REFRIGERANTES,
ALÉM DE QUALQUER OUTRA QUE PUDESSE AMEAÇAR O
MERCADO NO BRASIL.
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O programa
Repórter Cidadão, apresentado por
Marcelo Rezende,
na Rede TV, mostrou hoje com exclusividade um vídeo
trazendo uma reportagem bombástica. No vídeo, somos
informados que a Coca Cola do Brasil (seguindo
instruções detalhadas e elaboradas pela central mundial,
em Atlanta, nos Estados Unidos) teria arquitetado a
destruição da indústria de refrigerantes brasileira
Dolly.
No vídeo, o ex-diretor da
da Coca Cola, Eduardo Capistrano do Amaral,
confessa ter sido contratado pela multinacional tendo
como sua principal missão tirar o guaraná Dolly do
mercado e destruir a empresa.
"Minha missão foi ser contratado para tirar vocês
do mercado", dizia Capistrano para Laerte
Codonho, da Dolly, em uma gravação que ele não sabia que
estava sendo feita. Entre os sistemas para destruir a
Dolly estariam a compra e o suborno de agentes públicos,
a distribuição de um e-mail falso para destruir a imagem
do refrigerante concorrente e -- até -- ameaças de
assassinato.
"No México não há
concorrência: Você tem que agradecer que você ainda está
vivo, porque no México você já estaria morto"
afirma o ex-diretor da Coca-cola.
Questionado sobre se isso
seria aceitável, Eduardo Capistrano do Amaral responde:
"Vale tudo". Ele também disse que "muitos
agentes e muitas instituições estariam envolvidas"
com esta ação e que ninguém teria coragem de "colocar
isso no ar".
Segundo Eduardo
Capistrado, as ordens teriam partido diretamente do
ex-presidente da empresa, Jorge Gigante. No plano
de destruição constava, entre outras coisas, a
distribuição em massa de um e-mail falso (que circulou
por toda a Internet) informando que o Guaraná Dolly
teria causado problemas de saúde para quem o usara. Na
verdade, segundo o ex-diretor da Coca-cola, o e-mail
original era sobre a própria Coca-Cola. Eles
simplesmente tiraram os dados do refrigerante Coca-cola
e substituíram pelos da Dolly.
Curiosamente, o
ex-diretor ainda disse que muitas coisas não foram
feitas porque parte das pessoas responsáveis não tiveram
coragem de implementar. E dizendo que a Coca-cola não
tinha medo, afirmou: "Tem que ter força para
executar esse plano".
Nesta terça-feira o
programa voltará ao assunto com, supostamente, novas
provas. |
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DOLLY ACUSA COCA-COLA
DE CONCORRÊNCIA DESLEAL
A Dolly, marca popular de
refrigerantes, entrou com protocolo administrativo contra a
gigante Coca-Cola no Conselho Administrativo de Defesa Econômica
(Cade), acusando-a de concorrência desleal e abuso do poder
econômico.
Consultor Jurídico
A empresa nacional quer a aplicação de Lei
Antitruste e afirma, ainda, que processará a multinacional nos
tribunais americanos. Sustenta também que pedirá indenização
milionária por danos morais e patrimoniais.
O empresário Laerte Codonho, proprietário da Dolly, afirma ter
provas de que a Coca-Cola "armou" uma série de armadilhas para
"detoná-lo" e acabar com sua empresa. Ele deu o nome de "arquivo
lodo" à base de dados com as supostas provas contra a
multinacional.
A estratégia da Coca-Cola para destruir a Dolly, segundo Codonho,
usou e abusou de armas como espionagem, ameaças, pressões junto
a fornecedores, sabotagem, corrupção e disseminação de boatos
junto aos consumidores.
A reportagem da revista Consultor Jurídico deixou dois recados
para a assessoria de imprensa da Coca-Cola, mas não obteve
retorno até o fechamento da notícia.
"Arquivo lodo"
As provas mais preciosas do arquivo de Codonho seriam gravações
com o executivo Luis Eduardo Capistrano do Amaral, que teria
cometido as ilegalidades a mando de seus superiores na empresa
Panamco e da matriz da multinacional.
Capistrano é ex-diretor de compras e estratégias da Panamco —
hoje de propriedade de Coca-Cola Femsa —, empresa responsável
pelo engarrafamento, distribuição e venda de produtos da marca
Coca-Cola, principalmente, na América Latina.
Um dos motivos que teriam despertado a ira da Coca-Cola contra a
Dolly seria o fato de "o sabor guaraná estar ganhando mercado
das colas".
Acusação na Internet
Entre as supostas provas de Codonho, estaria a revelação de
Capistrano de que a foi a Coca-Cola que criou e divulgou na
Internet uma mensagem falsa afirmando que os refrigerantes Dolly
faziam mal à saúde.
Segundo Codonho, com a circulação do boato, as vendas da Dolly
despencaram. "Além da mensagem fraudulenta, distribuíram
panfletos com as afirmações falsas em pontos de venda, nos
ônibus, no metrô, postos de saúde, hospitais e academias de
ginástica", afirmou.
Consultor Jurídico
http://www.consultorjuridico.com.br
Relatório Alfa
http://www.relatorioalfa.com.br
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